Author Archives: comunepersoalcolaboracions

Casa abandonada traz problemas a moradores

Localizada no centro histórico de Ouro Preto, uma grande casa abandonada tem sido motivo de preocupação para a vizinhança. A casa encontra-se semi destruída e seus arredores estão cobertos por um denso matagal, o que traz risco à população da área devido à proliferação de pragas tais como insetos, ratos e cobras.  Mas o fator mais preocupante tem sido a ocupação da casa por usuários de drogas, que colocam em risco a segurança das pessoas que moram e passam pela região. Um usuário de crack que não quis ser identificado disse ter se desvinculado da família há algumas semanas e encontrado na casa abandonada “o seu teto”, mesmo esta estando em sua maior parte sem telhado. Não se tem notícia dos proprietários da casa há muito tempo e esta se deteriora a cada dia, o que é uma grande perda, considerando-se que se trata de um imóvel tombado pelo patrimônio histórico. Os moradores da vizinhança estão se organizando para encaminhar a situação ao prefeito da cidade, que deverá tomar as providências cabíveis a fim de solucionar o problema.


Por Dayane Barretos e Luciana Gonçalves.

Mariana por debaixo da ponte

Nas proximidades do terminal turístico da cidade de Mariana – Minas Gerais, às margens do Ribeirão do Carmo – que corta o município – encontramos moradores de rua instalados debaixo da ponte. Essas pessoas adotaram o local como lar. A situação, apesar de cotidiana, passa despercebida os olhos de quem por ali transita.

Nos aproximamos para conhecê-los e saber suas histórias de vida. Um deles, Fabiano Vicente Phillipe, se mostrou arredio e desconfortável com nossa abordagem; porém relatou sua opinião quanto ao fato da discriminação sofrida por eles e quanto ao descaso das autoridades em relação a condição de vida que têm.

Outra moradora entrevistada, Helenice, mãe de uma menina formada pelo CEFET-OP, nos contou que, embora tenha uma casa, começou a ficar na rua após o término de seu casamento de dezesseis anos e a morte da sua mãe.

O último morador a ser entrevistado, João Bosco dos Santos, relatou que foi morar na rua depois de ser demitido de uma empresa que prestava serviços para a Samarco, expecializada em mineração, e apresentou vontade de retormar sua vida trabalhista.

Os três entrevistados demonstraram insatisfação e incômodo por viverem naquela situação de abandono e descaso social e almejam uma vida melhor e digna.

Bruna Lapa, Flávia Firmo, Lara, Laura, Tatiana e Rosana

Guias de Turismo em Ouro Preto

Durante todo o ano Ouro Preto recebe turistas de todas as partes do Brasil e do mundo. Turistas que buscam desde a paz religiosa encontrada nas várias igrejas de estilo barroco construídas na época colonial à festas promovidas por repúblicas durante o carnaval. E o que mais se vê nas ruas ouro-pretanas, principalmente nos finais de semana e feriado, são guias de turismo, ou que se dizem guias. A frente das igrejas e monumentos históricos sempre se vê pessoas oferecendo visitas às igrejas com “todas as informações sobre a história da cidade”.
A minha primeira “parada” a procura de informações sobre esse comércio foi no Centro Cultural e Turístico – FIEMG; onde a primeira vista fui recebida com muita simpatia pelas recepcionistas, entretanto ao me apresentar como estudante de Jornalismo a procura de uma entrevista sobre os guias da cidade, rapidamente mudou-se a receptividade, as funcionárias me disseram não poder responder e me encaminharam a Secretaria de Cultura e Turismo onde encontrei funcionários muito receptivos também e que me explicaram não poderem fornecer informações. Na Praça Tiradentes ficam geralmente os guias credenciados pela Embratur à prontidão dos turistas. O guia de 49 anos que estava por ali, que preferiu não se identificar, se prontificou a responder minhas questões. Contou-me que para trabalhar credenciado é necessário um registro na Embratur, que pede como pré requisitos cursos que demonstrem algum conhecimento e a realização de uma prova realizada pelo SENAC.
Danielle Diehl: “Quais são os cursos que o senhor possui para poder exercer a profissão?”
Guia: “Sou formado em Contabilidade, possuo cursos de História da Arte e Primeiros Socorros, mas comecei como Guarda Mirim aos 13 anos onde aprendi muito e decidi seguir a profissão de guia.
Danielle Diehl: “Possui algum idioma?”
Guia: “Falo espanhol, mas aqui no centro cultural têm guias que falam Inglês e Francês também.”
Quando questionado sobre os guias que trabalham ilegalmente ele sentiu ameaçado, mas com a omissão de seu nome resolveu falar, que não há fiscalização e que com isso a profissão fica desvalorizada, pois a concorrência é desumana. Em meses sem feriados prolongados os guias costumam faturar em torno de seiscentos reais, que são negociados com os turistas por meio de uma tabela fixa, mas que pode sofrer alterações dependendo da ocasião.
Os feriados que a cidade recebe mais turistas e que consequentemente os guias ganham mais, são no 8 de julho, semana santa, e quando os feriados são de quinta-feira. No 21 de Abril, quando a cidade é tomada por turistas pois a cidade recebe o presidente e várias atrações comemorativas ao Tiradentes, os guias não trabalham, pois a praça é fechada e eles impedidos de entrar.
A questão com os guias ilegais se torna mais problemática devido aos gastos que guias credenciados têm com renovação de registro que custa em torno de quinhentos reais, cursos para aprimorar o conhecimento; enquanto pessoas vendem serviços desqualificados colocando em risco a vida do turista e manchando a imagem da cidade. O guia ainda ressaltou que turistas brasileiros não têm o costume de pesquisar guias credenciados e costumam aceitar qualquer pessoa para acompanhá-los, enquanto os estrangeiros já vêm de seus países com um conhecimento prévio dos riscos que corre e já procuram um guia nos postos de informações turísticas que estão distribuídos por toda parte da cidade histórica.

Aluna Responsável: Danielle Diehl

Modo de Vida Republicano

Para pré-vestibulandos de todo Brasil o vestibular é uma fase de muito esforço psicológico, onde milhares de estudantes passam o ano todo estudando para entrar na tão sonhada universidade, e o melhor resultado para esses é ver seus nomes publicados na lista de aprovados. A Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) em Minas Gerais atualmente utiliza o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) como processo seletivo para o engresso na instituição, mas o que chama a atenção na cidade é o sistema de moradias estudantis, as famosas Repúblicas, que todo ano recebe estudantes de várias cidades do país.

Divididas em Federais e Particulares, as Repúblicas tem história e tradições vistas somente na cidade. Um exemplo é a “batalha” na casa, que ocorre na maioria das repúblicas. Os “batalhadores” são conhecidos como “bixos” que dividem afazeres específicos dentro das casas, e se adequado aos critérios são escolhidos como “semi-bixos” após um tempo, dependendo do rendimento da batalha. Todo esse sistema funciona dentro de uma hierarquia republicana. Segundo a República Sedução (feminina), as tarefas são democráticas, tendo discussão entre as moradoras e reuniões para a resolução de problemas, onde todas participam e tem voz ativa. Há penalidades também para descumprimento de tarefas como o “Oscar” da casa. Segundo Juliana Teles, moradora da Sedução e estudante do curso de Física, o mais importante é a boa convivência, a importância das responsabilidades e saber conviver com as diferenças. Na República Sua Mãe (masculina) a coisa funciona basicamente do mesmo modo também, tendo algumas diferenças já que cada república tem um perfil. Eliel Kisch, morador da Sua Mãe e estudante de Química Industrial, diz que é uma experiência muito agradável e que é bom vivenciar a cultura de outra cidade. Uma das coisas mais importantes que a maioria das repúblicas também preza é o compromisso com os estudos.

Outra coisa interessante das Repúblicas são as festas tradicionais como o aniversário da república, onde a república comemora-o convidando outras pessoalmente; sociais, onde repúblicas femininas e masculinas se conhecem; escolhas, que é a passagem de um “bixo” para “semi-bixo”, entre outras. Um ponto bastante conhecido entre os republicanos é o CAEM (Centro Acadêmico da Escola de Minas), localizado na Praça Tiradentes no centro de Ouro Preto, onde também ocorrem festas tradicionais.

Por ser uma cidade histórica, Ouro Preto recebe vários turistas o ano todo e seu modo de vida republicano chama atenção em muitas cidades do país pela harmonia e ótima recepção para com esses. Com certeza é um lugar que vale a pena conhecer.

Geovani Barbosa Fernandes

Estudante de Jornalismo

Conclusións radiofónicas: XEPET e Radio Gazelle

Tanto Radio Gazelle como La Voz de los Mayas son emisoras comunitarias que se financian grazas ás axudas do Estado. No caso da francesa, o Estado francés aporta a través dunha serie de fondos e axudas variadas, arredor dos dous terzos do capital da emisora (valorado en 120.000 euros), mentres que o diñeiro restante se obtén de axudas e doazóns persoais dos interesados. XEPET desenvólvese a través do Goberno Federal, cunha clara vontade instrutiva e educativa para a poboación malla que cubre a emisora. Este feito, polo que poida supoñer a priori, non chega a afectar nin a postergar os contidos primixenios das emisoras.

Slah Labidi nun dos programas de Radio Gazelle

 
  A independencia na liña dogmática de Radio Gazelle está fortemente arraigada desde os seus inicios nas mans duns mozos magrebís, na cultura norárabe (a relación que se transmite sobre o goberno francés é a do semi-opresor da cidadanía musulmana pese a vivir nun país laico). Pese á súa presentación de radio multicultural, a presenza do árabe non se corresponde ó que manifestan dun 30%, e supérao. Nas recentes escoitas, os contidos eran totalmente sobre música popular árabe e noticias sobre a Guerra de Libia e a situación de Túnez desde unha visión local, na que a cidade de Marsella pasaba a un segundo plano (aínda que non faltan os contidos en italiano e castelán).

  
Retransmisión en directo de La Voz de los Mayas

En  XEPET, os contidos están totalmente programados polo goberno mexicano a través das institucións ás que se lle transfire o poder como o INI e o CNI que teñen subdelegados para todas as provincias mexicanas. No caso de Yucatán, a responsable do CNI é Diana Canto Moreno e a encargada na delegación da área de comunicación social é Nelly Alonzo. Porén, a vida cotiá do pobo malla chega a ser suficiente para completar os contidos da emisora. Búscase a participación cidadá non só a través de chamadas en directo e contacto directo como fai Radio Gazelle, senón que ademais, chegan a elaborar obradoiros durante semanas polas vilas para coñecer de primeira man os intereses dos seus oíntes e a entrevistarse cos líderes locais para coñecer as súas preferencias e a súa análise anual da emisora (este labor realízase tendo en conta que tamén é un deber de preservar as culturas indíxenas recollido na Constitución Mexicana). As causas ás que están adscritas son o desenvolvemento da cultura malla por parte de XEPET, e dar liberdade, voz e coñecemento da actualidade ós membros das comunidades marsellesas doutros países por parte de Radio Gazelle.

Nestes dous exemplos de emisoras comunitarias, móstranse as necesidades de comunicación e de pertenza a unha sociedade que teñen as comunidades minoritarias nunha época na que os territorios e as fronteiras desapareceron como tal. 

Fariña Santos, CL4X

“Disciplina e dignidade caminham juntos”

No ultimo dia 04, iniciou-se no Presídio Regional de Mariana, antiga delegacia, a gestão administrativa da Subsecretaria de Administração Prisional (SUAPI), sistema que visa a melhoria das condições de permanência dos detentos, em substituição à Polícia Civil, que exercia essa função anteriormente. A mudança tem como objetivo reverter a força policial empregada na tarefa de manutenção do presídio para sua real função, a investigativa, como nos conta o Diretor Adjunto do Presídio Regional de Mariana.

Antes da nova administração o presídio não tinha estrutura, e a fiscalização era ineficaz. Com a entrada da SUAPI, foram encontradas duas celas com grades cerradas e dez aparelhos de celular ilegais em posse de presidiários. Agora os detentos contam com serviços básicos antes inexistentes, como apoio psicológico, atendimento médico, consulta a dentistas, banhos de sol de segunda a sexta, dentre outros benefícios. Foi criado também o GIT (Grupo de Intervenções Táticas), que é responsável por escoltas e controle dos presos, em caso de rebeliões ou motins. É proibido fumar dentro do presídio e os presos são conscientizados a cuidar do meio ambiente através de trabalhos de reciclagem. “Trabalhamos com rigidez e disciplina, mas sem interferir na dignidade humana”, declarou o diretor.

Os presos entrevistados elogiaram o novo sistema e se mostraram muito satisfeitos em comparação com a antiga diretoria. “A convivência dentro das celas é mais tranquila agora”, disse uma detenta, cujo nome foi ocultado para sua segurança. As mudanças também se mostraram positivas com relação à vizinhança, que já pôde perceber significativos aumentos de segurança e silêncio, em uma das regiões residenciais do centro de Mariana. O Diretor conta com o apoio da sociedade, empresários e comerciantes para reformas e outras necessidades, visando melhorar o atendimento aos internos, suas famílias e a população.

Ana Rafaela da Silva

Caroline Cristina Simões Gomes

Gabriel Koritzky Falconiere Lopes

Gisela Cardoso Teixeira

Hiago dos Anjos Maia Castro

Canal SET: Un novo habitante de Santa Eulàlia

No ano 1991, un grupo de xente de Santa Eulàlia de Ronçana comezaba un proxecto con moita ilusión: facer televisión para os seus veciños. Había máis ilusión ca profesionalidade, máis ganas ca medios pero, a pesares diso, a iniciativa saíu adiante. En parte, grazas ó impulso do Concello, que colaborou decisivamente na adquisición do material e na cesión do edificio do antigo dispensario de La Sagrera, acondicionado como plató e realización. A información xeral sobre a vida no pobo foi o eixo vertebrador da televisión. De feito, SET Informa é o programa máis seguido polos telespectadores. O primeiro informativo emitiuseo o 3 de novembro de 1991.  A evolución foi unha palabra que marca e marcou a historia da televisión de Santa Eulàlia. En tódolos aspectos, dende o ano 1991 ata a actualidade. Un dos elementos nos que máis se notou é nas emisións. Ao principio só había o día do directo (domingos ó mediodía ou sábados pola noite dende a temporada 94-95) e os martes e xoves pola tarde, cando se repetía a programación. A partir de octubre de 1997, as emisións empezaronse a ver cada mediodía e dende abril de 2001, repítese cinco veces ao día. Hoxe, grazas un sistema de continuidade, xestionan a programación de Canal SET a través dun ordenador. O paso do tempo tamén significou o incremento do número de programas. Pero, a produción propia coa que naceu Canal SET foi minguando pouco a pouco.

Sheila Carballo Pérez CL4X

A necessidade pede carona

A famosa carona é um hábito bastante comum entre os estudantes da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), entre os fatores que levam a tal situação está a dificuldade de obter o auxílio transporte oferecido pela universidade e pelos altos preços das passagens.

Nessa terça feira, 26 de abril, foram entrevistados alunos em frente ao ICSA (Instituto de Ciências Sociais Aplicadas) em Mariana, chovia muito e a dificuldade de conseguir o transporte era notável, eles disseram que pedem carona há aproximadamente dois anos. A aluna Greice Laportes, estudante de jornalismo, relatou que pede carona por questões financeiras, e muitas vezes pela demora ou a superlotação dos ônibus. Quando questionada sobre os perigos que corria por pedir caronas a desconhecidos ela disse que já aconteceram situações “tensas”, como motoristas que andavam em altíssima velocidade. De acordo com ela, é muito comum a “falta de ética” nos pontos de carona: “A ‘bixarada’ não respeita, as vezes estamos aqui a horas, eles entram na frente e em dois minutos conseguem carona. A UFOP poderia ampliar o auxílio transporte.”

É concedida bolsa-transporte aos alunos que residem em Ouro Preto e estudam no campus de Mariana (ICHS/ICSA), bem como aos alunos que residem em Mariana e estudam nos campus de Ouro Preto (Centro Histórico e Morro do Cruzeiro), em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

Não foi encontrada a responsável do setor de transporte da Secretaria de Educação de Mariana, Maria da Consolação. A atendente Carmem Lúcia informou apenas que a prefeitura concede vale transporte somente aos estudantes da rede pública municipal e IFMG (Instituto Federal de Minas Gerais) em Ouro Preto. O responsável pelo setor de transporte da prefeitura de Ouro Preto não foi encontrado para esclarecimentos.

Perguntado sobre o assunto, o gerente da Transcotta (empresa responsável pelo transporte Ouro Preto – Mariana) , William Oliveira disse que “ Vale transporte, ou meio passe para estudantes não depende da empresa.”

Alunos responsáveis: Fernanda Mafia Guimarães, Janderson Coimbra, Talita Figueiredo, Thaís Oliveira, Kenia Marcília e Viviane Ferreira.

“Não tem outro, vai este mesmo…”

Durante uma pesquisa informal, foi constatado o que as pessoas pensam sobre o transporte público de Mariana (MG), a maioria das pessoas da cidade se conforma com as condições do transporte local, mas muitos deles têm ressalvas: Seu Jair, que é de Barra Longa, diz que não há nenhum problema, pois já está acostumado. “Não tem outro, vai este mesmo, né?”. Já D. Marlene (65), compara o transporte local com a cidade de Belo Horizonte e encontra muitos problemas. “O transporte de BH é bem melhor que o de Mariana, lá as pessoas têm mais respeito do que aqui”.

“É doído”, afirma Fabíola, gestante e moradora dos arredores da cidade, que vem constantemente ao centro fazer exame pré-natal e diz ainda que às vezes as pessoas cedem lugar para que ela possa se sentar. É importante ressaltar que, nos ônibus, é direito decretada por lei a reserva de assentos preferenciais para idosos, gestantes, obesos e deficientes.

Pedro e Marcinho, estudantes naturais da cidade, reclamam do trajeto percorrido pelo ônibus, que demora a chegar a seus destinos, contudo, apoiam o preço da passagem, pois sabem que em metrópoles, o valor é maior.

Houveram diversos depoimentos sobre a situação do trânsito na cidade histórica de Mariana e, apesar de terem sido encontrados alguns problemas, o transporte parece ser aceito pela população marianense. As necessidades cotidianas de cada indivíduo determinam a dependência de um meio único de transporte, e mostram conformidade com essa situação.

D. Marlene, exibindo o seu passe, utilizado em Belo Horizonte (MG)

Embarque dos passageiros, em Mariana (MG)

Bruna Fontes

Caroline Souza

Cristiano Gomes

Pedro de Grammont

Rosianne Silveira

Radio FilispiM e La Voladora Radio: similitudes e diferenzas

Da análise de Radio FilispiM e La Voladora Radio puiden extraer a conclusión de que se trata de dous medios que presentan bastantes similitudes entre si, a pesar do diferentes que son as comunidades ás que se dirixen: a comarca de Ferrol no primeiro caso e o municipio mexicano de Amecameca de Juárez no segundo. Os dous procuran unha mestura do discurso altermundista, con programas onde teñen cabida grandes causas universais, e a función comunitaria, con espazos desenvolvidos por asociacións da zona. Ademais, ámbalas dúas radios se organizan de xeito asembleario e prescinden da publicidade para financiárense, co fin de garantir a súa independencia.

Tamén as dúas tentan dar resposta a necesidades verdadeiras das súas comunidades, que teñen que ver coa defensa de valores culturais. Así, Radio FilispiM fomenta o galego nun territorio no que o seu uso se viu especialmente prexudicado por razóns históricas, e La Voladora trata de rescatar precisamente a historia e identidade de Amecameca. Non obstante, difiren no feito de que a primeira naceu especificamente para esa comunidade, mentres que a segunda xurdiu como unha radio itinerante, herdeira do discurso alternativo dunha radio universitaria e que posteriormente se vinculou a un municipio, cando descubriu as súas necesidades.

Como principal diferenza cómpre destacar que Radio FilispiM semella controlar máis o acceso da comunidade ao medio, xa que esixe o pago dunha cota aos asociados e establece unha liña editorial moito máis específica.

Alba Lago Martínez, CL4X

Non só é locutar

A pesar de que a maioría da xente que colabora con RadioRitmo Getafe o fai realizando un programa de radio, non só se pode participar neste medio, desta forma.

Así, tal e como afirma Alba Lucío, traballadora da radio, hai veces que persoas achéganse o estudio interesadas en participar na Asociación, mais sen o interese de locutar nun programa de radio. Neste caso, o que intentan é que colabores nalgún programa xa existente en labores técnicas, en producción, guión… ou ben se lles propón que formen parte das diferentes comisións de traballo que existen (tecnoloxía, comunicación legal, outras actividades paralelas…) aínda que non estén traballando un programa periódicamente.

A radio non é só voz.

Carmen Hierro Rico. Comunicación Local, 4 de Xornalismo

Tertulias en Vallecas

Un dos programas máis destacados de Tele K é La Tuerka, que ofrece de forma semanal un debate de temas da actualidade política. Contan ademais cunha web propia na que analizan de forma constante os programas: http://www.latuerka.net/. Este vídeo é un exemplo do tratamento dos contidos que podemos atopar en La Tuerka:

Ana López Gómez, CL4X

Os oíntes tamén poden ser emisores

Radio Guiniguada, ao ter un carácter comunitario, está aberta á participación cidadá. Brinda os seus estudos a calquera persoa que queira expresarse e ser partícipe da construción dun medio de comunicac

ión. Presenta varias fórmulas de participación: colaboración anónima, limpeza, doazóns… ata realizar un programa de radio, pasando incluso por axudas á xestión do día a día da mesma, como control de son, recados, organización…etc. Ademais, de aportar ferramentas comunicativas e técnicas a través dos talleres de radio, conferencias e algúns servizos interactivos dende a páxina web da emisora.

De xeito máis concreto, Bajo Flores ofrece espazos para que sexan programados polos oíntes. Un exemplo disto é “La tarde musical. Lo pedís, lo tenés”. E como no caso anterior, tamén dispón de servizos interactivos dende a súa páxina web. Así mesmo, Bajo Flores ofrece gran variedade de actividades permanentes: talleres de radio para nenos, nenas, adolescentes e mozos, escola de fútbol da radio, apoio escolar e comedor El Rescate dende cativos a mozos de familias con poucos recursos.

Lorena Ruibal Serra Cl4x

As lendas como memoria histórica

A Real Academia Española inclúe, entre outras, a acepción de lenda, como “relación de sucesos que tienen más de tradicionales o maravillosos que de verdaderos o históricos”.  A definición semella correcta. En principio, é así. Todos temos a idea, máis ou menos, de que unha lenda é aquilo que xorde, normalmente a posteriori dun feito que é real, e ó que nós despois lle outorgamos un carácter máxico ou marabilloso. Pero, en cambio, pode que unha lenda sexa capaz de ilustrar unha realidade, un fito histórico, un costume… dun xeito moito máis didáctico do que o fai un libro de texto cos nenos que están en idade de aprender sobre a historia do seu país.

Sen embargo, e por desgraza, non existe un reflexo importante nos percorridos turísticos dunha cidade sobre as lendas. Poño por caso, a miña cidade natal, Ourense, onde non temos testemuñas gráficas nin textuais ó longo das nosas rúas das nosas crenzas, como é a famosa lenda do Santo Cristo da catedral ó que, segundo conta a tradición popular, lle crece a barba, que é un postizo de cabelos naturais. Non ocorre o mesmo na capital de Castilla-La Mancha, Toledo, onde podemos empaparnos da tradición e lendas toledanas mentres camiñamos polas súas rúas, grazas á fermosas placas que nos informan da tradición popular no lugar e momento preciso. Velaí, a imaxe dunha destas nas que se conta a famosa lenda do “Pozo amargo”, reflexo dos conflitos de relixión presentes nas relacións sentimentais da chamada cidade das “tres culturas” (musulmá, xudía e cristiá).

Unha relación rota

Eire Valcárcel Picouto 4CLX.

Informas ou entretés?

Un medio radiofónico pode servir á comunidade de diversas maneiras moi diferentes. Nos dous casos que analicei recentemente obsérvanse modos moi diversos de levar isto a cabo. Dunha beira está a emisora arxentina, La Municipal, que centra a súa programación na música, protagonista principal dos seus espazos. A información está presente, pero nun plano moito máis secundario. Da outra beira preséntase Radio Burela, caso totalmente oposto, pois dá prioridade á información sobre o entretemento. De feito, unha ampla porcentaxe dos seus contidos versan sobre a actualidade da comarca, empregando a música cunha función basicamente ornamental.

Cada comunidade ten unhas necesidades concretas e diferentes, e entendo que cada emisora intentou adaptarse á súa audiencia do xeito que considerou máis apropiado, ofrecendo aquilo que o pobo demandaba en cada caso. De tódolos xeitos, e tratándose de comunidades pequenas, penso que a información debería primar sobre o resto de contidos, pois é o que realmente dá identidade a unha radio local. O ideal sería atopar o equilibrio entre o entremento e os contidos informativos, empregando a actualidade local como o elemento diferenciador máis eficaz.

Carla Fraga García CL4x

Tampico, Espacio Cultural Metropolitano

Buenas noches desde la zona conurbada de Tamaulipas!

Aquí les dejo una fotografía tomada por un servidor del Espacio Cultural Metropolitano, el cual fue inaugurado en el año 2003 para incrementar la cultura en nuestro estado; aunque todos sabemos que la falta de esta es general en nuestro país.

En esta bella infraestructura se presentan grandes eventos, de los cuales podemos mencionar el FESTIVAL INTERNACIONAL TAMAULIPAS el cual se realiza año tras año en una semana de octubre, donde se presentan grandes artistas de muchos tipos desde nacionales hasta internacionales, en el año 2010 el espectáculo mas visto fue el de “LOS VIVANCOS” en mi opinión personal una hermosa fusión del flamenco.

Ahora precisamente en estas fechas se están festejando las llamadas “FIESTAS DE ABRIL” las cuales se festejan en nuestra semana santa la cual tomo fecha este año del 16 de abril al 1 de mayo; en el cual se instalan juegos y atracciones mecánicas para diversión de los ciudadanos y turistas en estas vacaciones, también esta el llamado “TEATRO DEL PUEBLO” donde se presentan cantantes y comediantes nacionales.

En su rutina normal el METROPOLITANO esta a cargo de la Lic. Sandra Muñoz, la cual es representante y encargada de los talleres que se llevan a cabo en estas instalaciones, tales como:

– Teatro (Donde un servidor tiene 2 semestres cursando).
– Ballet
– Flamenco
– Pintura
– Cuerdas
– Danza contemporánea

Es un placer informarles acerca de nuestra ciudad y sus alrededores, seguiremos preparándonos para presentarles mas fotografías con sus respectivas descripciones, ya que aun restan muchos temas, como las bellas facultades de nuestra universidad, los lugares de atracción al publico en la ciudad, la gran cantidad de estudiantes foráneos (donde un servidor tambien lo es), y también cualquier tema cultural del cual deseen obtener conocimiento, háganoslo saber.

Y ya estamos pensando en presentarles un trabajo y material mas dinámico y entretenido en el cual se puedan mostrar pequeñas capsulas de diferentes temas. Saludos 🙂

Alejandro I. B.

RadiONeria enmudece tras unha denuncia anónima

A radio local de Corcubión, RadiONeria, colgou o cartel de “peche temporal de emisión” en marzo. A razón: a situación de ilegalidade na que se atopa o radioenlace que a conecta co Monte do Son (Cee). O vertixinoso aparato lexislativo tipifica coma ilegal un repetidor que se atope fóra do municipio da radio local en cuestión. Mais, ¿é a única radio que incumple esta normativa? ¿Que pasa coas emisoras con sede física en Santiago e permiso de emisión para Padrón ou Ordes? Ah! Esas son privadas, mentres a outra é o soliloquio deficitario dunha bisbarra calquera…

Read the rest of this entry

¿Cómo conxugar comunidades en Belfast?

 

Zygmunt Bauman, no seu libro “Comunidad: en busca de seguridad en un mundo hostil”:

«Comunidad» es una de esas palabras que producen una buena sensación: está bien «tener una comunidad», «estar en comunidad». La «comunidad» representa el tipo de mundo que anhelamos habitar pero al que, por desgracia, no podemos acceder. Hoy, «comunidad» es sinónimo de paraíso perdido, aunque un paraíso que todavía esperamos encontrar en nuestra búsqueda febril de los caminos que nos pueden llevar a él. Pero el privilegio de estar en comunidad tiene un precio. La comunidad nos promete seguridad pero parece privarnos de la libertad, del derecho a ser nosotros mismos. La seguridad y la libertad son dos valores igualmente preciosos y codiciados que pueden equilibrarse hasta cierto punto, pero que difícilmente se reconciliarán jamás de forma plena. Es improbable que se resuelva nunca la tensión entre la seguridad y la libertad, y entre la comunidad y la individualidad.

Daquela, ¿cómo conxugar os diversos colectivos exitentes aínda hoxe na históricamente convulsa Irlanda do Norte? Pois NvTv defínese a sí mesma como unha canle comunitaria que pretende poñer enriba da mesa os puntos de vista de tódalas versións existentes na cidade de Belfast. Programas para a xente nova, para os non tan novos, de recuperación do patrimonio histórico, promoción das artes e de difusión da lingua irlandesa e do escocés do Ulster… A grella desta televisión de Belfast propúxose o reto de amosala diversidade do Norte de Irlanda.

¿Acadou o seu obxectivo?

Pazos Garrido, Mª de los Ángeles CL4X

Igrexa e radio

A Igrexa Católica tivo un papel destacado nos inicios e na creación de radios comunitarias en México, e por extensión, en toda América Latina. A través dun perfil eminentemente social e educativo, conseguiu empregar o medio radiofónico e expandir a súa escoita a moitos sectores marxinados da comunidade latinoamericana. Un dos fins máis importantes, era a castelanización da poboación, coa ausencia en todo caso, dos principios de colonialismo que se poderían proxectar con esta misión, era o coñecemento dunha lingua que se emprega con maior proxección no país e do que moitas aldeas indíxenas descoñecían.

Con ese espírito, a comunidade indíxena segue marcando as pautas de como facer unha radio realmente comunicativa e á medida dos seus potenciais oíntes primando a comunicación de emisor e o propio receptor. Esa vontade segue moi viva e o respecto pola cultura malla, por exemplo, mantense introducindo ás novas xeracións -dominadas en moitos casos pola cultura americana- nos propios programas para que se poidan expresar na súa lingua nativa (aínda que tiveron que pasar moitos anos antes de que a dirección de La Voz de los Mayas e o propio INI estivera dominado por mexicanos mestizos ou indíxenas).

No caso español existen iniciativas de formación por parte da Igrexa Católica para adultos, a nivel privado e sen ánimo de lucro, como o caso de Radio ECCA, en mans dos xesuítas. Radio ECCA naceu en 1965 en Canarias e é fundación desde 1985 con sedes en Andalucía, Baleares, Estremadura, Galicia, Madrid e Murcia, ademais de estar presente en varios países latinoamericanos. En Galicia ten centros nas catro provincias e unha única emisora en Vigo coa FM 96.5. porén, o uso que fai a Igrexa da radio no noso país non ten o mesmo calado social que en Latinoamerica. Durante estas décadas, pasaron por ECCA máis de dous millóns de alumnos e máis de douscentos traballadores e colaboradores.

Fariña Santos, CL4X

Tampico, Domingo de Ramos

Buenos Días!!!

El domingo pasado  17 de abril  los tampiqueños celebramos “El domingo de ramos”, algunos si y otros…no.El punto de mayor concentración en la ciudad fue la famosa Plaza de Armas, ubicada en el Centro histórico de la ciudad.

Los puestos improvisados con tablas daban a conocer los ramos.  Se logra apreciar a las 5:30 de la tarde, una extensa fila para dar entrada a la misa de las siete. Ya dentro de la catedral a las 6:40 una monja da un pequeño anuncio “Los ramos serán bendecidos hasta las ocho de la noche” en ese momento pensé “Madre de Dios”.

Como la hora de cenar se acercaba, decidí salirme e ir al otro extremo de la Plaza donde se encuentra un pequeño local americano llamado “SUBWAY” (haz de saber que en Tampico se encuentra una gran cantidad de franquicias americanas); al llegar al negocio perdí la noción del tiempo, que al momento de salir… ya eran las ocho y media. Para mi suerte por la gran cantidad de gente en la catedral, el padre seguía bendiciendo los ramos.

Con mi ramo bendecido en la mano, decidí tomar un paseo por la “Laguna  del Carpintero” las luces anaranjadas de sus caminos, los niños jugando fútbol con improvisadas porterías daban un ambiente de tranquilidad. En el momento de que el reloj marco las 9:20 de la noche, fue entonces que decidí regresar a casa.

Antonio